sábado, 4 de julho de 2009

ADHering/Gasparzinho tenta evitar a zona de rebaixamento

Blumenau - A ADHering/Gasparzinho volta a jogar em casa hoje, às 18h30, com a missão de afastar o risco de rebaixamento. Se perder para a ASME/Unoesc/São Miguel do Oeste, no Galegão, o time blumenauense pode terminar a rodada na penúltima colocação e em situação delicada na Divisão Especial do Estadual de Futsal.

Vencer diante da torcida pela primeira vez na competição virou obrigação depois do tropeço da última rodada, quando o time blumenauense foi goleado por Siderópolis por 5 a 0, no Sul do Estado. Para complicar, o goleiro Diego Roncaglio foi expulso e desfalca a equipe neste sábado. Além dele, o técnico Jorginho perdeu Alemão, que está no departamento médico.
Jogadores usarão camisetas da campanha Crack, nem pensar
Mesmo assim, a confiança é grande. Embora saiba que o título ficou distante (IACC/Patrimonial/Águia Seguros/Concórdia disparou e soma 19 pontos), a AD Hering, com 10, mantém o objetivo de classificar-se para a segunda fase, que terá a presença dos quatro clubes que disputam a Liga Nacional (Malwee/Jaraguá, Krona/Joinville/DalPonte, Florianópolis Futsal e Seguridade/Unisul/Tubarão).

Além de buscar os três pontos, o time de Jorginho vai mostrar que também está engajado na campanha da RBS Crack, nem pensar. Os jogadores entrarão em quadra vestindo a camiseta.
Serviço
ADHering/Gasparzinho x ASME/Unoesc/São Miguel do Oeste - Sábado, às 18h30, no Ginásio do Galegão. Ingressos, R$ 5. Estudantes e maiores de 60 anos pagam meia. Sócios da ADHering não pagam.

Xaxiense em busca da vitória e da vice-liderança

A Xaxiense enfrenta hoje (4/7), a equipe da Hidro/Horus/FME Pinhalzinho, pela segunda rodada do returno da Divisão Especial. Após uma semana de muito trabalho, o técnico Daniel Junior colocou os homens do time praa treinar forte e corrigir os erros aplicados na goleada sofrida diante do Concórdia e voltar á vice-liderança do Estadual.

Durante toda a semana, o trabalho desenvolvido foi tático, com vídeos dos treinos e da partida contra Concórdia.

Na quarta-feira, em jogo-treino, a Xaxiense foi derrotada pela equipe da Chapecoense pelo placar de 3 a 2.

Kuki e Guinho, marcaram os gols da Xaxiense. Diegão e Jean treinaram separadamente, pois os mesmos estavam gripados.

A semana foi conturbada, com o anúncio da dispensa do goleiro Alex, e do ala-direita Diego Borba, ambos dispensados por indisciplina.

A semana também marcou a volta de Cassiano, que depois da lambança da semana passada, onde deixou seus companheiros e a equipe na mão, resolveu pedir água e voltar á equipe. O jogador já está reintegrado á equipe, mas só o técnico Daniel Junior resolverá se ele vai ou não atuar sábado contra Pinhalzinho.
Atualmente a Xaxiense ocupa a quarta colocação com 13 pontos ganhos, mesmo número de pontos da ASME/Unoesc/São Miguel do Oeste, um a menos que de São Bento Futsal Clube e seis a menos que o líder IACC/Patrimonial/Águia Seguros/Concórdia.

Se vencer o confronto de hoje diante de Pinhalzinho, a Xaxiense pode voltar á vice-liderança do Estadual, dependendo de alguns resultados.

Xaxiense e Pinhalzinho se enfrentam hoje ás 20h30 em Pinhalzinho no Centro Eventos.

Fonte: Assessoria de Imprensa da C.R.E. Xaxiense

Unochapecó goleia a Unesc/Criciúma e conquista o título catarinense

Um bom público foi ao ginásio Plinio Arlindo de Nês/SER Aurora, em Chapecó, torcer pela equipe do oeste. Como vencera a partida de ida da final por 3 a 2, em Criciúma, na semana anterior, o Unochapecó/NTozzo/Aurora dependia apenas de um empate diante da Unesc/Forquilhinha para levantar a taça. Porém, o time foi muito além do necessário: goleou pelo placar de 7 a 1 na noite de ontem (3/7).

Enquanto a Unesc só pensava em atacar, as chapecoenses jogavam com cautela, esperando um vacilo das adversárias. E, em dois contragolpes, fez 2 a 0, aos 2m12s e aos 2m27s, através de Vanessa. Aos 9m15s, Taty aproveitou uma saída errada de bola para diminuir. Mas Jessika, aos 12m10s, e Vanessa, aos 16m14s, ampliaram a vantagem para 4 a 1.

O panorama não mudou para a segunda etapa. As visitantes partiam para cima e as donas da casa levavam perigo nos contra-ataques. Quando a Unesc finalizava com perigo, o goleira Giga Paraná praticava grandes defesas. Mais lúcida em quadra, a Unochapecó/NTozzo/Aurora fechou o escore em 7 a 1, com tentos de Valéria aos 4m40s, Tampa aos 10m50s e Jessika aos 13m26s. Vanessa terminou como artilheira do campeonato e Giga Paraná, a goleira menos vazada.

Com o Catarinense, Chapecó possui quatro títulos na temporada. Antes, havia vencido os Jogos Universitários de Santa Catarina, a Taça Brasil de Clubes e a Copa das Nações, o principal certame da modalidade do mundo. Entretanto, a sede da Unochapecó/NTozzo/Aurora por vitórias não acabou. "No próximo mês temos os Jogos Universitários Brasileiros, único título nacional que ainda não conquistamos", disso o técnico Eder Popiolski. Até o final do ano, a equipe disputará os Jasc e a Liga Nacional, onde é a atual campeã.

Fonte: Diário do Iguaçu.

Vôlei da Olesc começa com clássico regional

Anita Garibaldi tem parceria com o vôlei da Unisul

A modalidade de voleibol estreou na etapa regional centro-oeste da Olimpíada Estudantil Catarinense – Olesc, que começou nesta sexta-feira (03/07) em Curitibanos, com o confronto entre as equipes femininas de Joaçaba e Anita Garibaldi, apontadas pelos especialistas como as mais qualificadas para conquistar vaga para a etapa estadual, em Tubarão, no mês de setembro.

As joaçabenses venceram por três sets a zero, mas na quadra ficou evidente a força técnica e tática das equipes. Na realidade são dois trabalhos distintos “tocados” por idealistas e que sempre tem apresentado bons resultados em competições regionais.


Em Joaçaba a evolução da modalidade começou há 14 anos, com a criação da Associação Joaçabense de Voleibol – Ajov, idealizada por professores, ex atletas e pais de alunos, com o objetivo de criar autonomia, não depender exclusivamente do poder público, e gerar recursos através de rifas e promoções para dar suporte ao voleibol.


Hoje a Ajov mantém mais de 300 crianças entre 9 a 12 anos em dez núcleos, sendo oito em Joaçaba, um em Água Doce e outro em Herval D´Oeste, e programa implantar núcleos nos 13 municípios da 7ª Secretaria de Desenvolvimento Regional. Segundo o auxiliar técnico, César Junqueira Carvalho, o trabalho é feito nas escolas, e os professores são voluntários. A Ajov repassa material esportivo e técnicas de treinamento para unificar o trabalho, e através de “Festivais”, faz a avaliação do trabalho. Com muito orgulho, César afirma que Natália Zílio Pereira é a maior prova de que o trabalho está no caminho certo, Há pouco tempo ela fazia parte da Ajov e hoje é atleta profissional e serve a Seleção Brasileira


Também em Anita Garibaldi o trabalho tem 14 anos, onze dos quais feitos com o apoio da Fundação Municipal de Esportes, e a abnegação do técnico Fernando Junior Ambrósio. Há três anos Junior fez uma parceria com a Unisul, e mantém na cidade um núcleo de voleibol. Ele recebe material esportivo e os planos pedagógicos para ser executado durante os treinamentos. Sem visar “competição pura”, o trabalho inclui principalmente a socialização e a integração.


O resultado é monitorado através de festivais anuais, onde participam mais de 2.000 crianças entre 8 e 16 anos de várias partes do estado. Em Anita Garibaldi, Junior tem cerca de 80 crianças em treinamento e implantou mais seis núcleos na região, sendo dois no Rio Grande do Sul, nos municípios vizinhos de Esmeralda e Pinhal da Serra,

Com direito a show, Brasil vence e chega à final

Despedindo-se de Goiânia (GO), o Brasil goleou a Romênia por 12 a 0, garantindo vaga na final do 5º Grand Prix de Futsal. O confronto foi realizado no Ginásio Goiânia Arena, na noite de ontem (3/7), contando com uma grande presença de torcedores que incentivaram a Seleção Brasileira de Futsal. O Brasil enfrentará na final o Irã, às 10h30, amanhã (5/7) em Anápolis (GO).

Com muita velocidade e vontade o Brasil quis definir logo sua vaga na final. Aos 35 segundos, Ciço acertou um chute de longe, abrindo o marcador em favor dos brasileiros. Após o primeiro gol, a Romênia se fechou na marcação, dificultando as investidas do Brasil. Somente aos oito minutos, a Seleção Brasileira conseguiu ampliar, com Ari. Um minuto depois, Ari anotou mais um, fazendo o terceiro do Brasil.

Para não ficar atrás do companheiro, Ciço tratou de fazer seu segundo gol no jogo, quarto dos brasileiros. Ainda na primeira etapa, Carlinhos se apresentou dentro da área para finalizar e fazer o quinto gol. Encerrando o primeiro tempo, aos 17 minutos Falcão fez o gol de placa da noite. Com o famoso drible da “lambretinha”, deu um chapéu no goleiro e completou de cabeça para delírio dos amantes do futsal, comemorando o sexto gol brasileiro na partida.

No segundo tempo, com a ampla vantagem, o Brasil tratou de administrar o jogo e utilizar todo o elenco, poupando os atletas para a final de domingo. Sem conseguir parar o ataque brasileiro, a Romênia assistiu às investidas da Seleção Brasileira. Vinícius fez o sétimo gol, aos 23 minutos. Em cobrança de falta, Ciço fez o oitavo. Valdin acertou um belo chute para anotar o nono. Para fechar a noite, Falcão fez mais dois gols, enquanto Lukaian ampliou com o gol de número 12.

Valdin marcou um gol e contribuiu para vários outros. O ala gostou da participação da Seleção Brasileira no campeonato e espera uma partida difícil diante dos iranianos. "Fizemos um bom jogo, conseguimos manter o ritmo no segundo tempo e saímos de quadra com uma grande vitória. Diante do Irã, esperamos um jogo complicado, porém o Brasil está preparado para vencer e buscar o título" , afirmou.

O técnico da Romênia, Sito Rivera, apesar da derrota, parabenizou sua equipe pelo campeonato. "Enfrentamos os melhores do mundo, que atuam como profissionais, diferentemente de nosso time. Agora é descansar um pouco, pois jogamos cinco vezes em seis dias. Tentaremos buscar o bronze".

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Regional centro-oeste da Olesc iniciou oficialmente em Curitibanos

Uma noite de temperatura amena em pleno inverno foi o suficiente para lotar as dependências do ginásio de esportes Onofre Santo Agostini, na abertura oficial da etapa regional centro-oeste da Olimpíada Estudantil Catarinense – Olesc, que iniciou nesta terça-feira em Curitibanos.

A solenidade iniciou as 19h30min, foi presidida pelo prefeito municipal Wanderley Teodoro Agostini, e contou com o prestígio do secretário de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, Onofre Santo Agostini, que representou o governador do estado, o presidente da Fesporte, Carione Mess Pavanello, o secretário do Desenvolvimento Regional de Curitibanos, Nilso José Berlanda, o diretor administrativo da Fesporte, Joaquim Vilarinho Junior, o presidente da câmara de vereadores, Sidnei Furlan, o secretário municipal de Esportes Lazer de Curitibanos, Luiz Cesar Abrahão, vários prefeitos, secretários e autoridades dos 31 municípios participantes.
Após a entrada das delegações foi apresentado um audiovisual contendo a participação esportiva e os principais pontos turísticos de cada município.

O atleta de futsal de Curitibanos, Rodrigo Stanguerlin conduziu a tocha e fez o acendimento da pira; a atleta de voleibol, Sinara Denardi, fez o juramento do atleta. No seu pronunciamento o secretário Nilso Berlanda enalteceu a organização do evento; o secretário Onofre analisou os benefícios do esporte á juventude catarinense; e o prefeito Wanderlei colocou a cidade a disposição dos visitantes. Ao declarar aberta a etapa regional centro-oeste da Olesc, o presidente da Fesporte, Cacá Pavanello, agradeceu a recepção do município a toda a equipe da Fesporte.

O grupo de dança Movimentos, da cidade de Santa Cecília, campeão da etapa regional do Festival de Dança Mário de Andrade, encerrou a abertura oficial da Olesc.

Unochapecó e Unesc/Criciúma decidem o título na noite de hoje

Estadual Feminino Adulto de SC: Unochapecó e Unesc/Criciúma decidem o título na noite de hoje

O ginásio Plinio Arlindo de Nês/SER Aurora, em Chapecó, será o palco da partida que decide o Campeonato Catarinense de Futsal Feminino Adulto 2009 entre Unochapecó/Nilo Tozzo/Aurora/PMC/Female e Unesc/Criciúma/Forquilhinha. O jogo inicia às 20h15 de hoje (3/7). A diretoria da Female Futsal espera uma boa presença de público. "Nosso torcedor tem motivos de sobra pra vir ao ginásio. Nossas meninas estão fazendo por merecer. Será o reencontro após a conquista mundial da Copa das Nações num jogo que vale outro título", disse o presidente Amilton Cesar do Nascimento. Os ingressos para o jogo serão vendidos, na bilheteria do ginásio, ao custo de R$3, individual, e R$5, o familiar.

As duas equipes estarão completas em quadra. A Unesc/Criciúma deverá iniciar o jogo com o quinteto titular: Renata, Taty, Mineira, Gaby e Greice. A Unochapecó/NTozzo/Aurora, possivelmente, terá Giga Paraná, Valéria, Jessika, Vanessa e Cely na equipe base. A equipe de Criciúma chega nesta quinta-feira, à noite, em Chapecó e realizará um treino de reconhecimento da quadra na manhã de amanhã. Já, a equipe local fará o último treino preparativo nesta quinta-feira, 17h, no ginásio Plinio Arlindo de Nês/SER Aurora.

A Unochapecó/Nilo Tozzo/Aurora realiza, até o momento, a melhor temporada da sua história. Nas três competições disputadas venceu todas. Em abril, conquistou o inédito título da Taça Brasil, vencendo a Unopar/Londrina por 2 a 0. No início de maio venceu, também pela primeira vez, o futsal feminino da Olimpíada Universitária Catarinense, numa final contra a UnC/Caçador, pelo placar de 6 a 0. E, no mesmo mês, no dia 24, levantou o troféu da principal competição mundial, a Copa das Nações, superando o Benfica de Portugal por 4 a 2.

Em relação ao Campeonato Catarinense, a equipe de Chapecó, apesar de contar com três títulos (2001, 2002 e 2003), vive um jejum de 6 anos. Pelo outro lado, a equipe do sul do estado ainda não venceu a competição, sendo esta a sexta vez que chega à final. No período de 2004 a 2008 a Kindermann/UnC/Caçador dominou e obteve um pentacampeonato catarinense.

A capitã e fixa Valéria, da Unochapecó/NTozzo/Aurora, contará com uma torcedora especial para essa final. Elza Borilli Schmidt é mãe da atleta e veio de Tapejara-RS para dar uma força para a filha e a equipe. "Ela sempre me apoiou e devo muito por isso. A presença dela aqui me dá mais energia para buscar esse título", confidenciou Valéria.


Fonte: Assessoria de Imprensa da Unochapecó/NTozzo/Aurora

Começa em Curitibanos etapa regional centro-oeste da OLESC

Disputa é por 24 vagas para e etapa estadual em Tubarão

Quatro modalidades, basquete, futsal, handebol e voleibol abrem em Curitibanos na manhã desta sexta-feira (03/07), a competição da etapa regional Centro-Oeste da Olimpíada Estudantil Catarinense – Olesc, que segue até o dia 8 de julho. Participam do evento, que é uma promoção do Governo do Estado e da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte com organização da Fesporte e apoio da SDR de Curitibanos e Prefeitura Municipal, 1.200 atletas de 31 municípios da região centro-oeste do estado, que estarão disputando 8 troféus e 24 vagas para a Etapa Estadual, programada para o município de Tubarão, no período de 15 a 22 de agosto.


A abertura oficial começa às 19h30min no ginásio de esportes Onofre Agostini, porém, a bola rola nas diversas praças esportivas á partir das 9 horas.


A competição abre com o confronto de basquete masculino entre as equipes de Fraiburgo e Joaçaba, no ginásio do Colégio Maria Imaculada. Nos dois naipes do basquete, participam seis equipes divididas em duas chaves, classificando para o estadual as três primeiras classificadas.

A modalidade de futsal começa no ginásio Onofre Santo Agostini, com o jogo entre as eauipes masculinas de Salto Veloso e Ituporanga. As três vagas de cada naipe serão disputadas por 12 municípios.


No voleibol são 12 equipes femininas e nove masculinas na briga por três vagas. O primeiro confronto será entre as garotas de Joaçaba e Anita Garibaldi, no ginásio da EEB Santa Terezinha.

O handebol começa no período da tarde 14h, no ginásio da EEB Casimiro de Abreu com o jogo entre Videira x Lages. Também estarão em jogo três vagas para serem definidas entre 10 equipes femininas e nove masculinas.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Fifa condena comemoração dos jogadores brasileiros

Festa após o título da Copa das Confederações, com orações em campo e mensagens na camiseta, provoca polêmica, segundo matéria assinada por Jamil Chade e publicada hoje no Estadão.


É uma parte apenas do enfoque de um texto anterior a este sobre o mesmo assunto que postei abaixo:

A comemoração da seleção pelo título da Copa das Confederações e o comportamento dos jogadores brasileiros após a vitória sobre os Estados Unidos causam polêmica na Europa.
A queixa é de que o time brasileiro estaria usando o futebol como palco para a religião.
A Fifa confirmou ao Estado que mandou um alerta à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.

Ao virar o jogo contra os EUA, os jogadores da seleção fizeram uma roda no centro do campo e rezaram.
A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme.
Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.

Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes europeus hoje.

Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo.
Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir a seleção brasileira.

"A religião não tem lugar no futebol", afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa.
Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi "exagerada". "Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora", disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca.

Ao Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome "providências" e que busca apoio de outras associações.

As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo.
A entidade prevê punições em casos de descumprimento.
Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida.
Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica.
Ao fim da Copa de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.

A Fifa mostrou seu desagrado na época.
Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira.
A entidade diz que está "monitorando" a situação.
E confirma que "alertou a CBF sobre os procedimentos referentes ao assunto".
A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final.
E as leis apenas falam da situação em jogo.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a CBF informou que não recebeu nenhuma queixa da Fifa e, por isso, não vai comentar o assunto.

TEMA RECORRENTE

Nos últimos anos, o tema da religião no futebol ganhou uma nova dimensão.
Frank Ribery, artilheiro francês, provocou polêmica há poucas semanas ao ser flagrado por uma câmera rezando pelos costumes muçulmanos.
Recentemente, dois jogadores bósnios do time norueguês Sandefjord comemoraram um gol se ajoelhando e rezando da forma tradicional muçulmana.
Um outro jogador do mesmo time não se conteve e fez gestos vulgares aos dois atletas.

POVO CONTRA POVO NO BEIRA-RIO

Nei Duclós,do blog outubro.

Procuro o que ler sobre a decisão da Copa do Brasil entre Internacional e Corinthians, nesta quarta-feira, no Beira-Rio em Porto Alegre, e não encontro. O festival de abobrinhas e falta de informação praticamente empurra o Diário da Fonte para mais uma edição sobre futebol. O nheco-nheco da mídia esquece de dizer algo mais proveitoso do que os 2 a 2 da partida, resultado que deu ao Corinthians o título.

Estão mais preocupados com estatísticas, em quantas vezes que gaúchos e paulistas levantaram a mesma taça, entre outras bobagens. As referências ao passado devem ser de outra qualidade, longe das estatísticas, que nada dizem. E o que deve ser destacado não é a obviedade do que vimos na tela, mas alguns elementos fundamentais do jogo, que foi excelente até o evento que trouxe sangue ao gramado. Preciso avisar, nesta altura de fim de campeonato: uso a palavra sangue em sentido figurado. Sangue significa briga feia. Dito isso, vamos ao que interessa.
O Colorado e o Timão vieram de longe, são times gerados pelo Brasil soberano e tem suas imagens vinculadas ao que chamamos povo, palavra complicada entre nós, mas não deveria ser assim. Povo quer dizer povo mesmo, gente, pessoas de uma nação, e não gentinha, gentalha, pobrerio, escravatura. O povo em preto e branco e o povo que veste vermelho são, ambos, brasileiros, e expressam sua euforia de pertencer a algo maior do que suas vidas limitadas. Algo capaz de dar essa alegria imensa que é a conquista de um campeonato de futebol, o esporte praticado por espíritos livres.

Encerrada a peleja, resta ao jornalismo descobrir porque o jogo teve aquele desenlace depois de oferecer, a maior parte do tempo, exemplos brilhantes de desenvoltura e objetividade. E isso está ligado a algumas conquistas humanas, como a percepção de que a realidade extrapola as dimensões físicas. Ou a de que a invenção dos espaços é uma espécie de exercício quântico das equipes envolvidas na busca não apenas do gol, mas da glória.

Quando vemos o gramado com dois times em confronto num momento decisivo para a vida de milhões de pessoas, não devemos pensar em quantos metros quadrados ele ocupa na superfície terrestre. Não vamos lá com uma trena ou com o tira-teima eletrônico medir a quantidade de quilômetros que um jogador consegue correr para chegar ao objetivo. Nem devemos fazer estatísticas de posses de bola. Também não podemos confundir continuidade da jogada com insistência. Quando a bola volta ao atacante, ele não “insiste”, como dizem os comentaristas, ele simplesmente continua jogando. Isso faz parte da natureza do futebol, como não faz parte da natureza do futebol a massa corpórea ou a altura de um cabeceador no miolo do vulcão, a pequena área. Jogadores baixos e magros são lisos e eficientes, não estão lá para praticar atletismo.

O futebol está em outros elementos. Por exemplo: cada time procurou estabelecer seu domínio por meio da minuciosa geração de espaços virtuais dentro do campo. É o seguinte: cavocar os milímetros de grama por meio de passes precisos, dribles que deslocam a posição dos adversários e criar triangulações sucessivas são caminhos para desencantar as amarras promovidas pela tensão, a irritação, a expectativa, o medo, as leis e a ansiedade. Isso me conquistou para o jogo de ontem (já que não tenho obrigação de ver futebol, só mantenho a sintonia se houver motivos). Sei o que disseram sobre a retranca corintiana ou a “insistência” colorada, mas isso não vem caso, é chato abordar o futebol dessa maneira. Os dois aspirantes ao título compuseram uma extensa trama, por meio de passes, toques mínimos, velocidade, arranques e ousadia, para definir o mando do jogo.

Funcionou. Nem sempre funciona. Vimos recentemente como as partidas podem ficar amarradas e insuportáveis de ver, como o Cruzeiro x Grêmio e Brasil x África do Sul, dois exemplos já citados aqui. O principal obstáculo é a percepção coletiva. Uma equipe é uma criatura, e assim é vista pela sua torcida. A pessoa que está na arquibancada tem olhos apenas para seu time. O futebol é muito complicado, você não pode enxergar a quantidade de lances promovidos pelo adversário na hora em que o teu time está avançando. Você enxerga, no máximo, o goleiro, e o zagueiro que consegue cortar a jogada ou derrubar alguém que arranca para o gol. Quando todos os jogadores em campo conseguem resolver os impasses, compartilhar vitórias e derrotas no meio do conflito, fica bonito de ver.

Os dois a zero do primeiro tempo, a cargo do Corinthians, parecia o mesmo do Brasil x EUA na decisão da Copa das Confederações. Ou seja, era possível virar. O Colorado conseguiu, a certa altura, chegar duas vezes à cidadela inimiga e aí veio a catimba. O Corinthians já estava escaldado por experiência anterior, com o Sport, quando deixou escapar a taça na final. Por isso não deixou barato. Para esfriar o ânimo do Internacional, Cristian caiu no gramado na hora de ser substituído. Isso deixou os colorados furiosos. Não deveriam ficar assim.

Se mantivessem a calma, poderiam imediatamente retomar o ritmo e chegar pelo menos ao 4 a 2, o que levaria aos pênaltis. A fome de justiça pôs tudo a perder. Entraram na armadilha, perderam. Deveriam agir estrategicamente. Aguardar que o cara se levantasse. Mas a ansiedade, a ira fez com que os corpos incendiados pela decisão perdessem tempo num sururu ridículo. Esse desenlace não faz justiça ao jogo, mas faz parte de seu perfil. Fora de campo, criou-se um clima de fúria para o jogo, com ameaças de lado a lado. Acabou acontecendo, infelizmente.

Tem uma coisa: o Colorado deveria vestir vermelho em campo e não branco. O Internacional não é o Santos! Metade do carisma de um time está na camiseta. Você não pode abrir mão dela na hora agá.

Na luta de povo contra povo, ganhou o título a sofrida nação corintiana. Os colorados precisam se conformar. Lamber as feridas e não guardar ressentimentos. Ambos centenários, os times representam o que temos de melhor no futebol brasileiro. A briga coletiva foi a expressão de um país que ainda cai no conflito puro e simples, quando deveria fazer como no futebol, em que o confronto é ditado por regras e o gol, caminho para a glória, é a superação desses limites.
O gol é o vôo em direção à transcendência, quando enfim nos abraçamos com a glória ou nos preparamos para uma nova temporada de carga ligeira.


RETORNO - Imagem desta edição: Jorge Henrique (no centro, com Ronaldo à nossa direita) o grande destaque na final.